à conversa sobre Asma Dr Teles de Araújo da Fundação Portuguesa do Pulmão fala com o Dr Miguel Paiva da Associação Portuguesa de Asmáticos sobre Asma.
Um Mundo sem Tuberculose
Mensagem do Dr. Jorge Sampaio a propósito das comemorações do dia mundial da tuberculose da Fundação Portuguesa do Pulmão e da ANTDR
Tuberculose
Teles de Araújo responde às dúvidas mais frequentes sobre Ambiente e Qualidade do Ar Interior
Testemunho na primeira pessoa da vivencia do Cancro do Pulmão
Marta Drummond responde às dúvidas mais frequentes sobre Apneia Obstrutiva do Sono RELATÓRIO ONDR 2011 CAMPANHA ÁRVORE AZUL
Baseia-se na solidariedade individual e colectiva e tem como objectivos desenvolver actividades e angariar os fundos necessários ao apoio aos doentes respiratórios crónicos, em todas as suas vertentes. Adira já inscrevendo-se na: Montepio Geral conta com o NIB 0036.0083.9910003613295 Iº CONGRESSO - O ESTADO DA SAÚDE EM PORTUGAL Iº FORUM AMBIENTE E SAÚDE RESPIRATÓRIA
LIGAÇÕES UTEIS:
Videos Se está a pensar engravidar, não fume!
Estudos realizados recentemente não deixam margem para dúvidas. As raparigas estão a fumar cada vez mais, ao contrário dos rapazes. Na grande maioria dos países da Europa, as raparigas já fumam mais que os rapazes e começam a fumar, cada vez mais novas. "As consequências desta realidade serão visíveis daqui a 20 ou 30 anos. A tendência é para que se registe um aumento das doenças relacionadas com o tabaco, o que irá acarretar graves problemas de saúde nas mulheres", diz-nos a Dr.ª Eduarda Pestana, pneumologista e membro da Fundação Portuguesa do Pulmão. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 250 milhões de mulheres são fumadoras em todo o mundo. "Nos países desenvolvidos, 22% das mulheres fumam e nos países em desenvolvimento, cerca de 10%. Na região europeia a prevalência média na população feminina é de 18,2%. Em 24 países (a maioria no Ocidente), a prevalência é mais elevada, enquanto em 8 países de Leste se situa abaixo de 10%", acrescenta a pneumologista. Tabaco e gravidez Todos nós sabemos que o tabaco e a gravidez não constituem a combinação perfeita. Os riscos são mais do que conhecidos. "Está provado que o tabaco provoca danos muito significativos, nomeadamente, no que diz respeito à incidência de abortos espontâneos, partos pré-termo e a inúmeras complicações durante o parto, desde hemorragias, descolamento da placenta, ruptura prematura de membranas, entre outros. Por outro lado, os bebés de mães fumadoras nascem com bastante menos peso", alerta Eduarda Pestana. A pneumologista refere ainda a maior frequência de síndrome de morte súbita infantil que ocorre em recém-nascidos. "Há muitas complicações antes e durante o parto que devem justificar a decisão de deixar de fumar", acrescenta. A vontade de deixar o tabaco deve ser prolongada no tempo. "O problema é que as grávidas que deixam de fumar colocam o problema como temporário", explica Eduarda Pestana. Durante a vida intra-uterina o feto vive em simbiose com a mãe. "Assim, cada vez que a mãe fuma, a nicotina, o monóxido de carbono e os outros constituintes do tabaco atravessam a barreira placentária atingindo níveis significativos no feto, provocando vasoconstrição, redução dos níveis de oxigénio e exposição a muitos dos carcinogénios do tabaco. É possível observar aumento da frequência cardíaca, diminuição dos movimentos torácicos e sinais de hipóxia fetal", alerta a pneumologista. Uma vez que o tabagismo retarda o crescimento intra-uterino e está associado a maior mortalidade perinatal, o número de nados mortos e de morte de bebés durante o primeiro mês de vida, é mais elevado quando a grávida fuma. A exposição in útero ao fumo do tabaco tem sido associada a défices da função pulmonar do feto, maior risco de doença respiratória na infância e atraso do desenvolvimento psicossomático. "Estudos recentes sugerem que o tabagismo da mãe durante a gravidez contribui significativamente para o risco da síndrome de morte súbita infantil. O risco de malformações não está completamente provado mas parece haver maior incidência de cardiopatias congénitas", diz-nos a pneumologista. Preparar a gravidez, abandonar o tabaco Se está a pensar engravidar, deve suspender o vício de fumar, prolongando essa decisão a longo prazo. "Todas as substâncias do tabaco passam através do leite materno, o que significa que as mães não devem fumar durante o período em que estão a dar de mamar". Se está grávida e pensa que fumar dois a três cigarros não tem mal nem prejudica tanto a sua saúde e a do seu futuro filho, saiba que "fumar menos cigarros faz tanto mal como fumar muitos", explica Eduarda Pestana. Na verdade, a nicotina é uma substância que apresenta inúmeros problemas vasculares e ao nível da placenta. "Se a mãe continua a fumar, o bebé também fuma, e o mesmo se passa quando nos referimos à exposição ao fumo passivo". Mesmo na situação em que a mãe não é fumadora activa, há estudos que demonstram que os constituintes do tabaco dos fumadores ao seu redor passam pelo cordão umbilical e são prejudiciais ao bebé. Eduarda Pestana vai ainda mais longe nas recomendações que faz às futuras mães. "O ideal é que a grávida esteja num ambiente completamente seguro e sem fumo. Seria exemplar se o companheiro deixasse também de fumar, porque ambos vão ter um bebé em casa e o seu ambiente deve ser o mais seguro possível. O bebé é completamente indefeso e deve ser protegido." Tratamentos possíveis Só 30% das mulheres é que deixa, efectivamente, de fumar no início da gravidez. "A maior parte reduz o número de cigarros e há um grupo que deixa de fumar mais tardiamente", adianta a pneumologista. As percentagens não ficam por aqui pois sabe-se que "cerca de 80% das mulheres recaem depois do parto e 70% nas primeiras seis semanas." Se estão a amamentar, ainda conseguem segurar o vício durante algum tempo porque sabem do efeito nocivo que o tabaco tem ao passar através do leite materno para o bebé. "No entanto, passado o período de amamentação, acabam por recair". Eduarda Pestana define esta situação como "muito preocupante". As mulheres ou grávidas que se queiram integrar consultas de cessação tabágica devem ser referenciados pelo médico que as acompanhe. "O ideal é que a pessoa esteja motivada para deixar de fumar pois esta consulta é especializada e direccionada para a cessação tabágica", conclui Eduarda Pestana. Riscos do fumo do tabaco nas mulheres
Está a tentar engravidar ou à espera de bebé? Gostaria de se aconselhar com a pneumologista da Fundação Portuguesa do Pulmão sobre a melhor forma de deixar de fumar? Cláudia Pinto NÚCLEO DA FIGUEIRA DA FOZ
A proposta da criação do núcleo partiu do Delegado Distrital de Coimbra o Dr. João Rui Gaspar de Almeida e foi aprovada na reunião do Conselho de Administração da Fundação de 10 de Abril. O núcleo conta com a coordenação do Dr. António Conceição Antunes (pneumologista) que encara com grande entusiasmo esta forma de actuar junto da comunidade. A Sociedade Civil está representada no núcleo por personalidades com diversas formações: António Cândido Alves (Engenheiro), Fernanda Margarida Carvalho Azevedo Neto (cardiopneumografista), João Manuel Ferreira Pedrosa (enfermeiro) e José Manuel Ferreira Santos (jornalista).
No dia 14 os componentes do núcleo foram empossados em cerimónia que se realizou no Hospital Distrital da Figueira da Foz, com a presença do seu Director, do Presidente do CA da FPP (Teles de Araújo), Presidente do C. Científico da Fundação (Professor Fontes Baganha) e Dr João Rui Gaspar de Almeida. No decurso da cerimónia foi salientada a importância de que se revestem estes núcleos e a certeza de que, com o empenhamento e entusiasmo sentido em todos, certamente que se alcançarão importantes resultados e benefícios para a população.
Um bom exemplo de como se consegue deixar de fumar 24 anos depois
Com que idade começou a fumar e quantos anos foi fumadora? Fumei durante aproximadamente 24 anos pois comecei a fumar regularmente com 18 anos até aos 42. Qual a média de cigarros que fumava por dia? Fumava cerca de 30 cigarros. Quando esteve grávida parou de fumar ou não cessou o vício? Que recomendações médicas lhe foram dadas neste sentido? Durante a gravidez fumava entre 4 a 6 cigarros por dia. Ao saber que estava grávida questionei a minha médica sobre o assunto e ela disse-me que era preferível fumar moderada e conscientemente do que ficar "a pensar no cigarro" porque isso me iria provocar ansiedade que eu iria transmitir ao bebé. Mas podia acontecer que eu "enjoasse" o tabaco e ai tudo ficaria bem. Só que eu não enjoei nada. Devo referir que quando a minha filha nasceu e enquanto amamentei (durante 3 meses) nunca fumei mas assim que regressei ao trabalho voltei logo ao vício. Quando e por que motivo começou a sentir necessidade de deixar de fumar? Deixei de fumar em Dezembro de 2006 mas há pelo menos dois anos que já andava a pensar /interiorizar essa ideia por várias razões pessoais e familiares. Começando pelas pessoais irritava-me cada vez mais a dependência que tinha do tabaco, dava comigo a chegar a casa com 5/6 cigarros e voltava à rua para comprar mais um maço pois aqueles cigarros podiam não chegar até me deitar. O forte cheiro que tinha entranhado no cabelo, roupa, mãos e em casa incomodava-me. Só não fumava no quarto. A despesa mensal que o vício provocava também tiveram o seu peso e no âmbito pessoal tinha na altura uma filha adolescente e queria ser um exemplo positivo para ela pois sempre lhe incuti que não se devia iniciar no vício que eu própria estava a tentar abandoná-lo. Infelizmente, não fui a tempo pois a minha filha é fumadora activa. Também quis com esta atitude incentivar o meu marido a deixar de fumar pois fuma há 44 anos apesar de ter um enfisema pulmonar. Apesar das tentativas e de ter estado 15 meses sem fumar volta sempre ao vício. Por outro lado, o facto de haver dois fumadores em casa é uma despesa "brutal". Como e quando tomou a decisão de deixar de fumar? Deixei de fumar no primeiro dia de Dezembro de 2006. Estabeleci esse dia por ser feriado, sexta feira e assim poder estar três dias "refugiada" em casa. Escolhi essa época pois tinha os meus pais com problemas de saúde graves, o que me levava a fumar cada vez mais. Como o meu estado geral era débil sentia-me cada vez pior, o que me levou a pensar que seria a altura certa pois de outra forma não sei quanto tempo iria aguentar toda aquela conjectura. Recorreu a alguma consulta de cessação tabágica ou a algum tratamento em particular? Em suma, como conseguiu deixar de fumar? Recorri à consulta de cessação tabágica que o Dr. Teles de Araújo dá no British Hospital. O pneumologista prescreveu-me uns sistemas transdérmicos que seriam aplicados diariamente e durante algum tempo pois são substitutos da nicotina. Desde o dia em deixou o tabaco não voltou a fumar? Nunca mais "toquei" num cigarro pois se o fizer desconheço as consequências. Quais as grandes diferenças físicas e psicológicas entre as duas fases - a de fumadora e de ex fumadora? As diferenças são muitas pois o meu metabolismo reduziu imenso e isso faz com que eu esteja mais lenta no meu dia a dia, sou uma pessoa bem mais calma mas por outro lado o aumento de peso foi muito nítido. Tenho rinite alérgica sazonal e desde que deixei de fumar nunca mais tive nenhuma crise grave pois tinha alturas que quase dormia sentada com a dificuldade que tinha em respirar. Que conselhos daria a fumadores que insistem no facto de não conseguirem deixar de fumar? A minha ideia é que todos conseguimos mas temos de querer bastante pois eu tomei a decisão numa das fases mais difíceis da minha vida, já fumava há alguns anos , consumia um numero substancial de cigarros e para além disso o fumo de alguns cigarros dava-me um prazer imenso. Alguns já são fumados por hábito e nota-se que se não tivermos o maço à vista deixam-se por fumar alguns cigarros. Devemos pensar que o fumador está mais sujeito a certos cancros (pulmão, bexiga, estômago, traqueia/boca) mas o que me assusta profundamente é poder contrair uma doença como a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica) pela qualidade e esperança de vida que nos retira. Começo a habituar-me à ideia de um dia andar de bengalinha mas com uma bala de oxigénio não! Como se sente enquanto ex fumadora? De vez em quando sente vontade de fumar um cigarro (numa festa, num evento social) ou não voltou a sentir essa necessidade? Considero-me fumadora em abstinência, fisicamente bem e acima de tudo liberta da dependência. No entanto, não sou moralista excepto com o meu marido que considero um inconsciente. Já não sinto vontade de fumar e quando me enervo penso sempre que se ainda fumasse já tinha "devorado" uns quantos cigarros nessa situação, no entanto, por vezes quando vejo um maço da marca de cigarros que fumava fico com a chamada "água na boca" mas mudo rapidamente o pensamento. Gostaria de acrescentar alguma informação pertinente? Saliento que não é fácil abandonar o vício e é necessário ter muita vontade. Aconselho a quem pretenda dar este passo o recurso à ajuda de profissionais pois facilita imenso o processo. Uma vez que se passa por alguns momentos de desespero, precisamos de conhecer outras experiências e de ser acompanhados por uma "voz amiga". Gostaria de deixar de fumar e de procurar ajuda especializada? Tem dúvidas sobre a cessação tabágica? Aceda ao consultório do tabaco aqui Cláudia Pinto A influência do calor nas doenças respiratórias
A exposição prolongada a temperaturas extremas, quer seja ao frio, quer ao calor, são prejudicais à saúde em geral e em particular agravam ou facilitam as doenças respiratórias. "Estamos a atravessar um período em que as temperaturas subiram subitamente pelo que há que ter esse facto em atenção", refere o presidente da FPP e pneumologista Artur Teles de Araújo. Os efeitos do calor na saúde fazem sentir-se principalmente nas ondas de calor "definidas pela Organização Mundial de Meteorologia como a existência de intervalos de 6 dias consecutivos em que a temperatura máxima diária é superior em 5 graus centígrados ao valor médio do período em referência. Não estamos ainda numa onda de calor, mas a subida súbita da temperatura tem efeitos nefastos por dificuldade de adaptação rápida do organismo a essa variação", defende o pneumologista. As temperaturas vão continuar a aumentar esta quinta-feira, podendo registar-se 34 graus em Évora, 33 graus em Beja e 31 graus em Lisboa e Castelo Branco. Artur Teles de Araújo diz-nos que "o principal efeito nocivo depende do aumento da viscosidade do sangue por perda de água e sais minerais pelo suor, além dos efeitos directos do sol sobre a pele." O aumento de temperaturas de forma brusca pode potenciar viroses respiratórias. Os grupos mais sensíveis são as crianças, sobretudo os bebés, os idosos e os doentes com doenças crónicas. "Nas ondas de calor assiste-se a um aumento médio de 12% na mortalidade, sobretudo por doenças respiratórias e cardiovasculares", salienta o presidente da FPP que acrescenta que se tem verificado picos de mortalidade por doenças respiratórias coincidentes com as ondas de calor. Saliente-se que isto acontece não só por agudização de doenças respiratórias crónicas como também por pneumonias e broncopneumonias." Principais conselhos
Gostaria de esclarecer alguma questão sobre o calor e as doenças respiratórias? Cláudia Pinto Delegação de Coimbra - Actividades de Maio
Este núcleo tem o apoio entusiástico do Delegado Distrital de Coimbra, Dr. João Rui Gaspar de Almeida e foi criado por deliberação do CA da Fundação, na sua reunião de 10 de Abril. Foi proposto à Escola Secundária José Falcão que, a propósito do Dia Mundial sem Tabaco a 31 de Maio, que o Presidente da Delegação de Coimbra fizesse uma acção, destinada prioritariamente a alunos, podendo nela participar professores e funcionários, constando duma apresentação sob o tema FUMAR FAZ MAL, realização de testes de CO (para fumadores) e distribuição de informação escrita. Delegação de Viana do Castelo - Actividades de Abril e Maio
A rádio local GEICE de 10 a 28 de Abril transmitiu spots de 2 minutos de duração sobre doenças respiratórias após cada um dos 8 noticiários da estação. Integrada nas actividades do DIA MUNDIAL SEM TABACO em 31 de Maio está prevista a participação da Fundação de 21 a 31 de Maio, na Escola Secundária de santa Maria Maior, com a exposição PRETO NO BRANCO (cartazes alusivos ao tema). O Dr. Pimenta de Castro terá uma intervenção coloquial com os docentes da Escola e será distribuído material informativo da Fundação.
Delegação da Guarda -
Jornadas SAÚDE SEM FRONTEIRAS: QUALIDADE DO AR E SAÚDE
A reunião teve lugar na Sala Tempo e Poesia, Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço sob o tema QUALIDADE DO AR E SAÚDE. Na mesa de abertura participaram os Professores Paz Bousa da Universidade de Salamanca e Santos Rosa da Universidade de Coimbra, os Drs. Teles de Araújo e Luís Ferreira da Fundação Portuguesa do Pulmão, tendo presidido o Senhor Presidente da Câmara Municipal da Guarda. Com a participação duma interessada audiência, com diversas formações , foram tratados os temas "Ambiente Interior e Saúde Respiratória" (Dr. Teles de Araújo), "Factores ambientales físicos como determinantes de la salud" (Professora Ramona Mateos da Universidade de Salamanca), "Alterações climatéricas e infecções respiratórias" ( Dr. Jaime Pina) e "Categorização das águas minerais da Beira Interior" (Professor André Araújo e alunos do curso de Farmácia da Escola Superior de Saúde da Guarda)
No final houve um período de debate moderado pelo Professor Doutor Manuel Santos Rosa e pelo Dr. Luís Ferreira. Foi uma excelente e enriquecedora oportunidade de troca de experiências e informações , que preencheu o objectivo de descentralização que a FPP tem procurado concretizar. Foi também uma excelente ocasião de estreitar as relações científicas que unem Portugal e Espanha, nomeadamente nas zonas transfronteiriças.
Delegações de Faro e Portimão - Rastreios Respiratórios
Neste espaço a Fundação através das suas delegações de Faro (Dr. Ulisses de Brito) e Portimão (Dr. João Munhã) mais uma acção de sensibilização e promoção da saúde respiratória dirigida à população de Faro que constou de:
Nesta acção participaram 5 cardiopneumografistas e houve períodos dedicados a aconselhamento médico e os rastreados em que foram detectadas alterações foram encaminhados para os Serviços de Saúde.
EPULMÃO - Edição de Abril da Newsletter em formato electrónico da FPP
Dia Mundial da Asma - Testemunho de Katherine Chong, 22 anos
A asma foi diagnosticada na vida de Katherine Chong há 20 anos. Raramente lhe deu tréguas mas com o passar dos anos, esta jovem aprendeu a lidar com a sua doença e a controlá-la. Tem perfeita consciência de que é uma doença para toda a vida mas considera que qualquer asmático deve conhecer os seus limites, não deixar de fazer a sua vida e participar nas actividades que lhes dão prazer e, muito importante, respeitar a medicação de prevenção ou a terapêutica prescrita pelos seus médicos assistentes. Um testemunho que acompanha na perfeição o lema do Dia Mundial da Asma 2012 e que não deve perder. Quando é que lhe foi diagnosticada asma e de que forma? A asma foi-me diagnosticada quando tinha apenas dois anos de idade mas como era muito pequena não me lembro como é que a minha mãe foi informada. Lembro-me de ser asmática desde sempre. Penso que comecei a ter noção que tinha alguma doença quando a falta de ar era constante... Passou a infância e a adolescência a ter de viver com a doença. Quais foram os piores momentos? Os piores momentos foram, sem dúvida, durante o 1º e 2º ciclo. Tinha crises constantemente e isso impedia-me de ter uma vivência similar à dos meus amigos, o que me custava muito. Conte-nos algumas das tuas crises mais graves... Alguma vez ficou internada? Lembro-me de estar no Hospital de Cascais com a minha mãe, num dia 24 de Dezembro, e o meu fim de tarde ser: aerossol-pausa-auscultação, aerossol-pausa-auscultação... e no fim, mesmo não estando a 100%, só me deixaram ir para casa porque era noite de Natal e as minhas irmãs estavam à espera. Houve alguma altura da vida em que a doença lhe deu tréguas ou teve sempre de conviver com ela? Durante toda a infância e adolescência, infelizmente nunca deu tréguas. Tinha de ter sempre cuidado com o esforço físico e recorrer à bomba, ou mesmo ao hospital, quando as crises eram mais graves. Com a medicação de prevenção, faz agora dois anos que não tenho nenhuma crise grave, embora seja ainda impensável separar-me da minha bomba! Se souber que não a tenho por perto, fico automaticamente com uma crise (parece anedota, mas não é de todo! É um facto comprovado vezes e vezes, sem conta). Quais os grandes inconvenientes da doença? Tinha de faltar às aulas ou a outros compromissos perante uma crise? Não conseguia acompanhar todas as actividades da mesma forma que os meus colegas (principalmente tudo o que tinha a ver com esforço e resistência). Faltava muitas vezes às aulas, pelo que tinha de contar com a compreensão por parte dos professores e dos colegas. Como aprendeu a lidar com a doença? Acho que não é uma coisa que se aprende... é a nossa realidade, temos simplesmente de nos adaptar às circunstâncias e fazer a nossa vida com normalidade nunca esquecendo que temos uma doença crónica que necessita de atenção e cuidado. A asma, felizmente, é uma doença que podemos controlar, evitando esforços físicos intensos, evitando os espaços com ar muito carregado, o stress, entre outros. Tomando a medicação correcta podemos viver tranquilamente. Deixou de fazer alguma coisa na vida pelo facto de ter asma ou tentou sempre manter uma vida normal? A única coisa em que nunca consegui acompanhar de forma normal os meus amigos foi no desporto em sempre tive dificuldade. As aulas de educação física eram um suplício. Tudo o que envolvia resistência, ou não fazia, ou quando tentava fazer ficava com logo com asma. Mas à parte disso, sempre fiz o que o mesmo que os outros. Praticou ou pratica desporto? Quando era pequenina, praticava natação e ballet. Até ao 9º ano pratiquei dança. A asma não implica a desistência do exercício, apenas tenho de conhecer os meus limites! Actualmente está a ser acompanhada por um novo médico. O que a fez procurar nova ajuda e que benefícios tem com este novo acompanhamento? Em 2010, a minha mãe obrigou-me a ir a um novo alergologista, pois não aguentava ver-me a fazer a bomba de asma mais de 10 vezes por dia. Foi a minha salvação! Desde que faço esta nova medicação nunca mais tive uma crise de asma! Em caso de SOS, paro o que estiver a fazer e faço automaticamente a bomba de asma. Diariamente faço uma bomba de prevenção e um anti-histamínico, o que me permite ter um dia-a-dia descansado. Alguma vez deixou de viajar, sair, estar presente em eventos ou festas devido à doença? Tento sempre ir a todo o lado e fazer um pouco de tudo, tenho é de ter sempre a noção do tipo de coisas que me podem provocar um ataque. Não consigo, por exemplo, estar em locais fechados com pessoas a fumar. Que conselhos daria a outros jovens com asma? Aceitar a doença com normalidade, arranjar um bom médico, não falhar o tratamento de prevenção e, mais importante que tudo, aprender quais os seus próprios limites, de modo a fazer diversas actividades sem que a asma se manifeste. Preocupa-a o facto de ser uma doença para o resto da vida? Até 2010, preocupava-me bastante devido à constante necessidade de recorrer à bomba; agora como não tenho tido crises, já estou mais habituada à ideia! Com a medicação certa, faço a minha vida como a de qualquer jovem da minha idade. Com tantos anos de experiência com a doença quais são os maiores ensinamentos que retira da mesma? Que ainda há muita gente que não sabe o que é ter uma doença crónica, e que por vezes não respeita a terapêutica ou as suas limitações. Assim sendo temos de saber os nossos limites e fazer apenas aquilo que nos é permitido. Considera importante haver um Dia comemorativo da doença? Não lhe chamaria um dia comemorativo, mas sim um dia informativo. Os asmáticos não precisam de uma data que lhes diga que esse é o "seu" dia, precisam sim, que haja informação dada à população a explicar o que é a doença e como agir perante aqueles que a têm. O facto de o seu namorado também ser asmático ajuda-a na recuperação de eventuais crises? Sem dúvida! O facto de ele também ser asmático leva-o a compreender totalmente a minha situação e como me sinto depois de uma crise. Além disso, várias vezes, servimos de apoio um ao outro uma vez que em caso de esquecimento, há sempre um de nós que tem a bomba. Quando fazemos planos ou actividades a dois, ele também tem a noção dos nossos limites, sabendo evitar o que pode despoletar crises! Gostava de acrescentar alguma informação pertinente? Gostava de deixar bem claro que é imprescindível recorrer a um bom alergologista. A diferença entre uma vida de falta de ar constante e dependência da bomba e uma vida normal, no meu caso, esteve na medicação de prevenção que o meu médico me receitou. A asma é uma doença que não tem cura mas que tem controlo e é nele que reside a qualidade de vida para um asmático. Tem dúvidas sobre a asma ou alguma questão que queira colocar aos nossos especialistas? Aceda aqui Cláudia Pinto
1 de Maio - Dia Mundial da Asma
O tema deste ano é "TU PODES CONTROLAR A TUA ASMA" e a Fundação Portuguesa do Pulmão não quer deixar de se associar a este objectivo que, também para nós, é uma preocupação fulcral. Temos de continuar a sublinhar a mensagem de que Asma bem controlada significa:
É possível alcançar estes objectivos se o tratamento for corretamente instituído e escrupulosamente cumprido pelo doente. No Mundo o número de doentes com asma duplicou nos últimos 10 anos e tende a continuar a crescer. Calcula-se que existam cerca de 300 milhões de asmáticos no Mundo e desses 250.000 morrem prematuramente, em cada ano. Também em Portugal a prevalência de asma é crescente e estima-se que sofrerão dela mais de 1 milhão de portugueses. O Projeto GINA lançou em 2010 o desafio de reduzir para metade o número de internamentos, em cinco anos. O alcançar esse objectivo seria um indicador de um melhor controle dos doentes. Em Portugal os internamentos hospitalares por asma têm vindo a diminuir, mas ainda estamos longe de alcançar esse objectivo. Entre 2006 e 2010 (cinco anos) apenas diminuíram 8% (de 3242 para 2658). Todavia um estudo da SPAIC apresentado em 2011, mostrava um aumento significativo do número de asmáticos com a sua doença controlada, mas ainda longe de se ter alcançado um patamar ideal. Há pois indicadores de progresso no controle da doença em Portugal, mas também de que temos ainda um longo caminho a percorrer. A Fundação Portuguesa do Pulmão publicou no seu site e na página no Facebook um texto sobre o título "COMO CONVIVER MELHOR COM A SUA ASMA", no qual se procura transmitir conceitos básicos sobre o controle da doença. Também na Secção "Consultório" o tema Asma é abordado com destaque, sendo dada a possibilidade de serem postas questões que serão respondidas pelos nossos especialistas. Nas próximas semanas continuaremos a abordar o tema. Esteja atento ás novidades!
TUBERCULOSE - Investigadores portugueses descobrem novo teste de diagnóstico
Pedro Viana Baptista, do departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e Miguel Viveiros Bettencourt, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical descobriram um sistema inovador para detectar o agente etiológico da tuberculose e as mutações mais frequentemente implicadas na resistência a antibióticos. Em declarações à Lusa, Pedro Baptista explicou que "dentro das problemáticas da tuberculose, um dos principais fatores de combate é a identificação da infecção", nomeadamente porque as técnicas são demoradas ou muito caras e grande parte da tuberculose atinge pessoas de países sem recursos financeiros. Além disso, a tuberculose "tem ganho mecanismos de resistência" que dificultam ainda mais o adequado diagnóstico. Segundo o Dr. Jaime Pina, pneumologista e vice-presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, "o diagnóstico da tuberculose é microbiológico, ou seja, há que encontrar o microrganismo responsável pela infecção - o Micobacterium tuberculosis - ou a sua assinatura genómica, nos produtos biológicos infectados". Porém, "esse procedimento tem esbarrado ao longo dos anos com as seguintes três dificuldades: a complexidade técnica, a morosidade e o custo", defende o especialista. Significativo avanço para diagnosticar a doença No estudo premiado, intitulado "Nano TB Nanodiagnostics for XDRT at a point-of-need", utiliza-se um sistema de nanotecnologia para a realização de um diagnóstico molecular e a identificação da presença, ou não, do organismo e se tem padrão de resistência. "Utilizam-se nanoparticulas de ouro, que ficam estáveis e apresentam uma coloração vermelho rubi quando detectam a presença de DNA do microrganismo que causa a tuberculose e as sequências associadas à resistência a antibióticos", explicou. Em contrapartida, "na ausência do microrganismo, as nanoparticulas não ficam estáveis e, juntando-lhes sal, adquirem uma coloração azul", acrescentou. Por serem necessárias apenas pequenas quantidades, é possível cortar no preço, salientou o investigador, especificando que, tendo em conta apenas o cálculo do custo directo (sem margem de lucro), esta técnica é 10 vezes mais barata do que as actualmente utilizadas. Pedro Baptista adiantou que este modelo de detecção já funciona e está em fase de validação. Uma vez alcançado este primeiro objectivo, poderá ser feita a transposição do laboratório para regiões onde as populações são mais afectadas pela doença e onde existem mais fracos recursos. "Pode ser usado descentralizadamente, em hospitais de campanha, independentemente de todas as tecnologias", explicou o investigador, comparando com os testes de gravidez que se compram nas farmácias. Pedro Baptista afirmou ainda que existem já algumas empresas nacionais e alguns consórcios europeus interessados na transferência de tecnologia do protótipo. "De facto, as técnicas tradicionais, que passam pelo exame cultural e pela identificação, demoram cerca de duas semanas a confirmar o diagnóstico. As mais recentes técnicas genómicas permitem muito maior rapidez - o diagnóstico pode ser feito em algumas horas - mas, em contrapartida, são muito caras e exigem meios técnicos muito complexos - tecnologia PCR", salienta Jaime Pina. Para o pneumologista, "caso a nova técnica seja validada e consiga penetrar no mercado pode constituir-se como um significativo avanço no diagnóstico da tuberculose, sobretudo nos países de menores recursos, onde a problemática da tuberculose é mais grave", conclui. Cláudia Pinto
ABRIL, MÊS DO PULMÃO - Evite as Infecções Respiratórias!
Dez medidas para Defender os seus pulmões e viver mais e melhor! 10ª Medida: Evite as Infecções Respiratórias! As infecções respiratórias são muito frequentes, quer as do nariz e garganta, quer as dos brônquios e pulmões. Podem ser causadas por vírus ou por bactérias; por vezes as infecções por vírus abrem o caminho a infecções por bactérias, que em geral são mais graves e necessitam de ser tratadas com antibióticos. As infecções respiratórias são frequentes em todas as idades. Nas crianças, após a entrada em espaços de convívio como creches ou escolas, são muito frequentes, mas em geral benignas, curando em poucos dias. Frequentemente surgem várias vezes ao ano sem que isso indique nenhuma fragilidade da criança. Peça a opinião do Pediatra do seu filho! As infecções respiratórias tendem a ser mais graves nos grupos com defesas contra as infecções menos eficazes: crianças muito pequenas, indivíduos com mais de 65 anos e pessoas sofrendo de doenças crónicas respiratórias como a asma e a DPOC, ou outras, como a diabetes. Estas doenças facilitam as infecções respiratórias e as infecções agravam a doença crónica de que o o doente já sofria. O contágio faz-se, em geral, por via aérea. Um doente ao tossir ou espirrar expele partículas contendo vírus ou bactérias, que ao serem inaladas por outros, os contagiam. Evite pois estar na proximidade de doentes com infecções respiratórias, sobretudo em espaços fechados, mal arejados e sobrepovoados. Se está doente tape a boca e nariz quando tosse, use lenços de papel descartáveis, que deve lançar na sanita ou queimar, e lave as mãos frequentemente e após usar o lenço, pois as mãos transportam os vírus ou bactérias. Os vírus da constipação e da gripe são vírus que circulam mais frequentemente nos dias frios de inverno. Por outro lado nesses dias, se andar ao ar livre, os vasos do seu nariz dilatam-se para aquecer o ar frio que entra por ele. Essa congestão leva que o nariz fique "entupido" e passe a respirar pela boca, perdendo assim o excelente meio de defesa contra a entrada de agentes infecciosos que é o nariz. Se tiver que andar no exterior use um cachecol ou lenço que proteja a boca. A gripe é uma doença habitualmente benigna que atinge anualmente 700.000 a 1 milhão de portugueses. Nos indivíduos mais vulneráveis, como os idosos ou doentes sofrendo de doença crónica, a situação pode complicar-se. Por isso estes grupos de maior risco devem vacinar-se contra a gripe. A vacina, não sendo totalmente eficaz, previne contra as formas mais graves e tem escassos efeitos secundários. O vírus da gripe todos os anos sofre modificações pelo que a vacina deve ser repetida anualmente.Nos períodos em que surgem as epidemias de gripe, aumenta significativamente a mortalidade global. Este facto reforça a importância da vacinação contra a gripe. As pneumonias são também bastante frequentes e têm uma mortalidade elevada nas pessoas mais velhas, sobretudo se sofrem de doenças crónicas. Muitas são causadas por uma bactéria chamada pneumococo, que também pode ser responsável por meningites nas crianças. Existe uma vacina que proteger contra as formas mais graves da doença pneumocócica. Embora não faça parte do Plano Nacional de Vacinação está indicada na criança. Recentemente passou a estar indicada também no adulto, particularmente nos idosos e nos doentes com doenças crónicas. Nas pessoas com maior susceptibilidade às infecções pode haver indicação para fazer medicamentos que estimulam as defesas imunológicas, preparados a partir das bactérias que mais frequentemente causam infecções. Aconselhe-se com o seu médico sobre as vantagens de os usar e sobre a periodicidade com que os deve utilizar. Faça uma vida saudável e não fume. O fumo de tabaco deprime os mecanismos de defesa do aparelho respiratório e facilita o aparecimento de infecções respiratórias.Uma alimentação equilibrada fornece os nutrientes, sais minerais e vitaminas necessários para o que o seu organismo esteja preparado para combater os ataques dos vírus e bactérias que o pretendem invadir.
Conhecer e saber mais sobre a DPOC
Há quem pense que a DPOC e a asma são a mesma doença mas de facto existem diferenças. Estudos demonstrados indicam que apesar de ambas as patologias serem de origem inflamatória, "a inflamação envolve células diferentes". No entanto, existem aspectos comuns entre as duas doenças, como por exemplo, "a diminuição do calibre das vias aéreas respiratórias e a limitação dos débitos aéreos. No entanto, na asma, esta diminuição do calibre das vias aéreas varia significativamente de dia para dia e no decorrer de cada dia, enquanto que na DPOC esta diminuição é relativamente fixa e não varia de uma forma tão significativa", explica o especialista. Evite o tabaco O tabaco é a principal causa da DPOC. Portanto, antes de começar, pense duas vezes. E se é fumador(a) há muito tempo, pense apenas uma vez e deixe o vício. "Entre 20 a 35% dos fumadores não desenvolvem sintomas de DPOC. Muitas vezes não apresentam sintomas mas, se forem avaliados, apresentam alterações da função respiratória. Não se conhecem as razões porque é que uns fumadores são afectados e outros não". O número de cigarros fumados e a idade precoce de início de consumo de tabaco tornam mais provável o aparecimento desta doença pelo que mais vale não fumar e sobretudo não correr o risco. As mulheres têm ainda mais probabilidade de vir a sofrer a doença do que os homens. Alguns doentes, no entanto, desenvolvem a doença devido a outras causas como "a respiração frequente de alguns tipos de poeiras. Outros casos são causados por aumento hereditário da susceptibilidade aos efeitos de poeiras e químicos inalados", avança o pneumologista João Almeida. Por outro lado, a doença não é muito frequente em não fumadores ou em fumadores passivos. "Evitar o tabaco e utilizar protecção respiratória, como uma máscara de protecção se existir exposição a poeiras de origem profissional ou não, são as melhores formas de prevenir a DPOC". Como se diagnostica? Habitualmente o diagnóstico é feito com base nos sintomas do doente e na existência de consumo tabágico. No entanto, afiança o pneumologista João Almeida, "para estabelecer um diagnóstico preciso de DPOC é necessário demonstrar a existência de estreitamento das vias aéreas e que este estreitamento não varia muito de dia para dia e em resposta à terapêutica. Para fazer esta demonstração é necessário a realização de uma espirometria que é uma prova da respiração que mede a quantidade de ar expirado pelos pulmões." É um exame simples e inócuo essencial para que a doença seja bem diagnosticada e não subvalorizada. Tratamento adequado O tratamento da DPOC depende dos sintomas e da gravidade da doença. "Muitos doentes não necessitam de tratamento crónico, fazendo apenas tratamento nos períodos de exacerbação da doença", refere João Almeida. Os doentes com sintomas regulares necessitam habitualmente de "tratamento com inaladores, que reduzem o estreitamento das vias aéreas, relaxando os músculos destas vias. Os doentes com obstrução grave das vias aéreas e com exacerbações frequentes podem ser tratados com corticosteróides inalados, na tentativa de redução da frequência destas exacerbações, podendo mesmo fazer corticosteróides orais nas exacerbações mais graves", adianta o pneumologista. Nas situações mais graves pode, igualmente, ser necessária a utilização de oxigénio, quer por pequenos períodos, durante as exacerbações, quer de forma contínua quando há insuficiência respiratória crónica. "Nos casos de insuficiência respiratória é necessário realizar oxigenoterapia pelo menos durante 16 horas por dia." Estes doentes podem começar a apresentar cada vez mais dificuldade em realizar tarefas muito simples como lavar-se ou vestir-se, o que indica que poderão necessitar de oxigénio, sendo fundamental o acompanhamento médico para que seja avaliada a situação e medidos os níveis de oxigénio no sangue. Praticar exercício físico? Sim o não? O exercício físico regular, dentro das limitações impostas pela dificuldade respiratória, mantém a condição física e reduz a incapacidade. "Mesmo aqueles doentes que não têm o hábito de praticar qualquer exercício físico beneficiam com a realização de exercícios graduais, particularmente quando estes exercícios estão integrados num programa de reabilitação respiratória", avança João Almeida. Um modo eficaz de melhoria da respiração dos doentes e da sua capacidade de realizar as tarefas do dia-a-dia e mesmo de aprender a viver com a doença é a reabilitação respiratória. "A reabilitação tem o objectivo de ajudar os doentes a recuperar alguma da sua condição física, realizando, sob supervisão, exercícios suaves. A maior parte dos programas de reabilitação são realizados a nível hospitalar, mas há uma tendência crescente para que se realizem na comunidade. Estas sessões de exercício nos estabelecimentos hospitalares são complementadas por, pelo menos, uma sessão de exercício no domicílio", adianta o pneumologista da FPP. Como podem estes doentes viajar? Muitos doentes com DPOC continuam a viajar. Alguns podem necessitar de oxigénio a bordo do avião ou apoio de cadeira de rodas nos aeroportos ou nas estações ferroviárias. "Os procedimentos e custos para requisitar estes serviços varia com as diferentes companhias, pelo que tal deve ser verificado no momento da reserva da viagem", explica João Almeida. É necessário tratar destas viagens com antecedência para que seja assegurada a existência de oxigénio no avião e também a autorização médica para o fazer. "Quando viaja, o doente deve certificar-se que leva as quantidades suficientes de medicação que faz, para além de ter um seguro apropriado para a viagem", aconselha o médico pneumologista. Esta é uma doença que não tem cura mas que pode ser tratada pelo que todos os cuidados devem ser acautelados de forma a que o doente não apanhe nenhum susto longe de casa... DESAFIO DA FUNDAÇÃO PORTUGUESA DO PULMÃO No dia 31 de Maio comemorar-se-á o Dia Mundial Sem Tabaco. A FPP faz-lhe o seguinte desafio: vá deixando de fumar gradualmente e marque esta data para que o tabaco não volte a fazer parte da sua vida. Poupe esse dinheiro e passe uns dias fora com a família ou para usar em qualquer eventualidade. Ao mesmo tempo, e mais importante, contribuirá para a saúde e para a dos que o rodeiam. E estará a prevenir condignamente o aparecimento da DPOC e de outras doenças pneumológicas graves. Aceita? Gostaria de colocar alguma dúvida sobre a DPOC ao Dr. João Almeida? Aceda ao consultório online aqui Cláudia Pinto
ABRIL, MÊS DO PULMÃO - Conviva melhor com a sua DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica)!
Dez medidas para Defender os seus pulmões e viver mais e melhor! 9ª Medida: Conviva melhor com a sua DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica)! A DPOC, também conhecida pela designação de bronquite crónica, é uma doença respiratória crónica, em que existe uma inflamação persistente dos brônquios, causada pela inalação de irritantes vários. O principal irritante causador da DPOC é o fumo de tabaco. Características genéticas também podem contribuir para a doença. Caracteriza-se por tosse persistente, expectoração e aperto dos brônquios, que não reverte completamente, mesmo com a medicação. A evolução da doença tende a ser progressiva, com sintomas cada vez mais marcados. Mais tarde pode sentir falta de ar (dispneia), primeiro desencadeada por esforços e depois podendo ser mesmo em repouso. A 1ª medida a tomar é evitar a exposição a irritantes, particularmente ao fumo de tabaco. Assim não fume e afaste-se de lugares fechados em que estejam fumadores a fumar. Na DPOC há tendência para grande produção de expectoração, que tem tendência a acumular-se nos brônquios. Isso aumenta a obstrução e cria condições favoráveis ao desenvolvimento de infecções, quer causadas por vírus, quer por bactérias. É importante que fluidifique as secreções, bebendo muita água para manter a hidratação. Não deve tomar medicamentos que deprimam a tosse, que é o mecanismo que permite a eliminação da expectoração. Uma vez que há aperto dos brônquios estão indicados broncodilatadores de longa ação (efeito durando 12 a 24 horas), que devem ser utilizados sempre, enquanto o seu médico o indicar. Estes fármacos são administrados por via inalatória, em dispositivos próprios, o que permite obter efeito rápido com doses pequenas, diminuindo os efeitos secundários. Alguma vezes o seu médio receitar-lhe-à anti-inflamatórios (corticoides) também por via inalatória. A dose de corticoides necessária é muito pequena, não tendo, em geral efeitos prejudiciais. Deve seguir à risca as recomendações do seu médico e combinar com ele o que deve fazer se notar que os sintomas se agravam, ou se tem uma crise. As infecções respiratórias, frequentes nesta doença, agravam as queixas e contribuem para a progressão da doença. Deve procurar evitá-las e deve prevenir a gripe vacinando-se anualmente. Se a tosse se tornar mais frequente e intensa e a expectoração amarela, verde ou acastanhada terá uma infecção bacteriana e estarão indicados antibióticos. Consulte o seu médico ou combine previamente com ele o que deve fazer nessa situação. Se a doença continuar a progredir o ar vai ficando retido nos alvéolos, que se dilatam, podendo romper as paredes que os separam, formando-se bolhas. É o enfisema. Se for muito extenso dificulta a oxigenação do sangue por terem sido destruídos os capilares que circulam nas paredes dos alvéolos onde o sangue é oxigenado. Isto pode conduzir a uma insuficiência respiratória, situação em que a concentração do oxigénio diminui, dificultando a alimentação dos tecidos. A falta de ar (dispneia) e a cor azulada dos lábios, leito das unhas e extremidades (cianose) são sintomas desta situação. Na insuficiência respiratória pode ser necessário respirar ar enriquecido com uma maior concentração de oxigénio. Este suplemento é fornecido por diversos equipamentos (bilhas de oxigénio gasoso, oxigénio em estado liquido ou concentradores que conseguem aumentar a concentração do oxigénio presente no ambiente). Se tal suceder o recurso a este suplemento deve ser controlado pelo seu médico, que lhe indicará a quantidade e tempo durante o qual deve utilizá-lo. Como regra deverá ser feito muitas horas por dia (12 a 18 horas). O suplemento de oxigénio nestes casos é uma necessidade absoluta. Não causa dependência nem habituação! O exercício físico devidamente controlado contribui para o fortalecimento dos músculos respiratórios, com melhoria clínica importante. Aprenda a viver com a sua doença. Procure evitar que ela progrida, cumprindo a medicação e evitando exposição a factores agressivos dos brônquios. Adapte a sua vida às suas capacidades respiratórias. Encare a doença com optimismo!
Faro dias 2, 3 e 4 de Maio - Rastreios e sensibilização sobre tabaco e atividade física
Local: Faro, Praceta Azedo Gneco, 17 Bloco E - Edifício da Carreira de Tiro
ABRIL, MÊS DO PULMÃO - Conviva melhor com a sua Asma!
Dez medidas para Defender os seus pulmões e viver mais e melhor! 8ª Medida: Conviva melhor com a sua Asma! Se tem asma aprenda a conhecer melhor a sua doença e a forma de a controlar. Se tratar adequadamente a doença é possível controlá-la e, na maior parte dos casos, fazer uma vida normal. A primeira noção a ter é que se trata duma doença crónica e que, por isso, necessita de acompanhamento, e muitas vezes de medicação, por longos períodos, ou mesmo para toda a vida. A segunda noção a ter é que a asma é uma doença em que há uma inflamação crónica dos brônquios, que prossegue mesmo fora das crises, e uma reação exagerada dos brônquios aos estímulos levando ao seu estreitamento (broncoconstrição). A terceira noção importante é que as agudizações da doença são, muitas vezes, desencadeadas por estímulos externos. Muitos deles são substâncias inaladas capazes de desencadearem reações alérgicas, como os pólenes e os ácaros do pó da casa. Outras vezes a reação é desencadeada por irritantes como cheiros intensos, fumos, poeiras em suspensão na atmosfera ou o ozono. Se é asmático a primeira regra a ter em atenção é evitar a exposição aos factores desencadeantes, na medida do possível. Deverá procurar reduzir a permanência no exterior se é alérgico a pólenes, nas épocas de polinização. Deve evitar que em sua casa haja carpetes, reposteiros e acumulação de papel, por facilitarem a proliferação de ácaros, e aspirar frequentemente a sua casa. Deve evitar a exposição a fumos e cheiros fortes. Evite as zonas com muita poluição automóvel ou industrial e esteja atento às situações em que há aumento das concentrações de ozono ou poeiras na atmosfera, por serem factores de agravamento da asma. Pelo que se disse atrás o tratamento medicamentoso deve ser feito com fármacos antinflamatórios e broncodilatadores. Na Asma é mais útil que o tratamento seja feito por inalação, de forma a que os medicamentos atuem diretamente nos brônquios inflamados. Existem diversos dispositivos contendo diversas associações dum antiinflamatório (corticoide) e dum broncodilatador com uma duração de efeito prolongada (12 ou mais horas). Estas associações devem ser consideradas como uma medicação de fundo a ser feita, sempre, independentemente das queixas, enquanto o seu médico o indicar. É ela que lhe vai permitir ter uma vida normal! Se apesar disso surgir uma crise deverá utilizar um broncodilatador de curta ação. Combine com o seu médico a forma de atuar nessa situação. Nas forma mais iniciais ou ligeiras poderá estar indicado fazer apenas o antinflamatório por via inalatória. Poderá haver interesse em usar fármacos antialérgicos, como os antihistamínicos . Estas medicações são eficazes, seguras, essenciais para manter a sua qualidade de vida e melhoram a evolução futura da doença. A quantidade de corticoide que é inalado é muito pequena, a maior parte não é absorvida e, por isso, não tem efeitos secundários relevantes. Esta medicação não dá dependência, nem causa habituação. Qualquer dúvida deverá ser posta aos seu médico. Para que a terapêutica seja eficaz é necessário que os dispositivos sejam corretamente utilizados. Verifique se os está a utilizar corretamente recorrendo ao seu médico ou ao seu farmacêutico. Como é referido na 4ª medida o exercício físico no asmático é aconselhável e vantajoso.
ABRIL, MÊS DO PULMÃO - Utilize bem os medicamentos!
Dez medidas para Defender os seus pulmões e viver mais e melhor! 7ª Medida: Utilize bem os medicamentos! Dispomos hoje dum conjunto de medicamentos capazes de curarem, ou pelo menos controlarem a maioria das doenças respiratórias, melhorando a qualidade de vida dos doentes. Use-os com critério seguindo as prescrições do seu médico. Lembre-se de que qualquer medicamento lançado pela indústria farmacêutica é previamente sujeito a anos de testes para determinar a sua utilidade e segurança e periodicamente reavaliado. Por isso é, em princípio, seguro se corretamente utilizado. Todavia qualquer medicamento pode ter efeitos secundários indesejáveis, embora na maioria dos casos de pequena importância. Respeite as doses prescritas. Leia a informação que acompanha o medicamento e se achar que tem algum dos sintomas, indicados como podendo ser uma reação indesejável, avise o seu médico. Mas não se alarme pois a maioria são de pequena importância. Muitas das doenças respiratórias são doenças crónicas. Por isso a medicação tem de ser tomada por longos períodos, ou mesmo permanentemente. Só assim obterá o controle dos sintomas e boa qualidade de vida. Essas medicações não dão dependência nem habituação. Se tem uma infecção respiratória e lhe é prescrito um antibiótico deve tomá-lo pelo período que lhe foi indicado. Caso contrário muitas bactérias sobrevivem e tornam-se resistentes a esse medicamento que, no futuro, deixará de ser eficaz. Além disso pode ainda haver uma reativação da infecção. Os antibióticos só servem para combater as bactérias. Nas infecções virais como as constipações e as gripes não estão indicados e podem mesmo ser prejudiciais. Os medicamentos que podem ser comprados sem receita médica não devem ser considerados como podendo ser usados à vontade por serem inócuos. Também eles podem ter efeitos secundários, alguns até perigosos. Por exemplo há pessoas com alergias graves à simples aspirina! Aconselhe-se com o seu médico sobre o tipo de medicamentos que pode tomar, e quando. Avise-o se notar alguma reação inesperada após a toma de um qualquer medicamento de venda livre. A tosse é um mecanismo de defesa importante. Por isso evite medicamentos que a deprimam, especialmente se tiver expectoração. Recorra ao seu farmacêutico se tem dúvidas sobre a forma de utilizar um medicamento ou sobre a razão de ser da sua utilização. Todavia só o seu médico conhece a sua situação clínica global e só ele está habilitado a aconselhá-lo sobre a medicação indicada para si, quando adoece. Cuidado com a ideia de que os compostos ditos medicamentos naturais são inócuos, podendo ser tomados sem perigo. Qualquer substância ou composto para ser eficaz interfere com mecanismos bioquímicos, inflamatórios ou imunológicos comuns a muita situações. Podem pois causar efeitos secundários não desejados. A composição muitas vezes está mal caracterizada e não passaram pelo crivo de anos de ensaios clínicos. Por isso se os usa esteja atento a sintomas indesejáveis e aconselhe-se com o seu médico. Lembre-se que as necessidades em nutrientes, sais minerais e vitaminas são em regra satisfeitas por uma alimentação equilibrada. Só em situações de carência, dificuldade de absorção, ou excesso de consumo, podem ser necessários suplementos vitamínicos ou de nutrientes. Noutras situações são inúteis e, alguns elementos, se ingeridos em excesso são mesmo prejudiciais. Aconselhe-se com o seu médico, sempre! Tenha cuidado com publicidade enganosa.
ABRIL, MÊS DO PULMÃO - Esteja atento aos avisos dos seus pulmões!
Dez medidas para Defender os seus pulmões e viver mais e melhor! 6ª Medida: Esteja atento aos avisos dos seus pulmões! A respiração é um acto automático que decorre, em geral, de forma a que o indivíduo não se aperceba dele. Serve para oxigenar o sangue e, através dele, alimentar todas as células. Se o esforço físico aumenta (corrida, por exemplo), aumentam as necessidades de oxigénio e o ritmo da respiração acelera, o que é normal. Se, mesmo com pequenos esforços, o ritmo da sua respiração é superior ao habitual, se começa a ter consciência do esforço da respiração, se tem uma sensação de falta de ar que surge espontaneamente ou quando faz exercício e se isso não se deve a estar muito ansioso, então é porque o seu cérebro o está a avisar de que a respiração não está a ser suficiente para as necessidades de oxigenação. É o sintoma chamado dispneia. Pode ter causa pulmonar ou cardíaca. Consulte o seu médico! Na situação normal as secreções que se formam nos brônquios contribuem para trazer para o exterior as poeiras inaladas. Isso faz-se, duma forma imperceptível, através duma corrente provocada pela vibração dos cílios que revestem os brônquios. Se por qualquer doença ou irritação dos brônquios esse mecanismo não é suficiente surge a tosse. Por isso, em princípio não estão indicados medicamentos que deprimam a tosse impedindo esse importante mecanismo de limpeza. Se a tosse se arrasta por mais de 3 a 4 dias, não cede a medidas terapêuticas simples ou se torna incomodativa, consulte o seu médico, para diagnosticar a causa e fazer o tratamento adequado. A tosse muitas vezes acompanha-se da expulsão pela boca do excesso de muco. É a expectoração. Se esta se tornar amarela, acastanhada os esverdeada é porque há infecção por bactérias e poderá necessitar de antibióticos. Consulte o seu médico! Se a expectoração vier com sangue, vermelho vivo ou acastanhado isso poderá ser causado por doenças importantes. Será urgente consultar o seu médico. Se ao respirar começar a ouvir uns apitos no peito, terá um sintoma que se chama pieira ou chiadeira. Esse sinal traduz a passagem do ar pelos brônquios mais finos, quando se encontram inflamados e estreitados. Pode aparecer nas crises de asma, ou duma forma mais crónica, nas situações de bronquite. Informe o seu médico se o sintoma se tornar frequente. Por vezes ao respirar poderá ouvir um ruído como o borbulhar duma panela com água a ferver. A esse sinal chama-se farfalheira e significa que os seus brônquios e alvéolos estão cheios de secreções. Pode aparecer nas agudizações da bronquite, nas pneumonias e noutras situações. Consulte o seu médico pois é necessário tratar essa situação. Se verificar que o leito das unhas e os lábios ficam azulados isso traduz que o seu sangue não está suficientemente oxigenado. Chama-se cianose Consulte o seu médico ou vá a um Serviço de Urgência. Pode traduzir doença respiratória ou cardíaca descompensadas. Em situações de grande dificuldade respiratória, como pode acontecer nas bronquiolites das crianças pequenas, pode existir tiragem, que traduz grande esforço dos músculos respiratórios para tentarem vencer essa dificuldade. Há uma respiração muito acelerada e na inspiração assiste-se a uma depressão da zona acima do esterno, dos músculos que ficam entre as costelas e da parede abdominal. É uma situação grave que justifica ida a um serviço de urgência. Esteja atento a estes sinais! CERIMÓNIA DE ATRIBUIÇÃO DO GALARDÃO PERSONALIDADE DO ANO E TÍTULO DE MEMBRO DE HONRA DA FUNDAÇÃO PORTUGUESA DO PULMÃO
A Cerimónia iniciou-se com uma palestra/conversa entre os Professores Meliço Silvestre (infecciologista) e a Professora Helena Freitas (bióloga e ecologista) subordinada ao tema O HOMEM E O MEIO AMBIENTE.
O tema foi tratado com brilhantismo e profundidade pelos dois palestrantes que abordaram aspectos como os da interferência do homem na qualidade do ambiente em que nos movemos e a interferência deste na qualidade de vida do homem. Foi salientada a responsabilidade do homem nas alterações do ambiente a que temos vindo a assistir e a sua responsabilidade em, com urgência, tomar medidas que contribuam para a sua preservação. Foram também salientados os riscos do aquecimento global poder contribuir para o ressurgimento de velhas epidemias ou para a eclosão de novas. Foi realçada a importância das novas tecnologias, como a nanotecnologia, na criação de produtos inovadores com importância para a saúde, mas também os riscos para essa mesma saúde dessas mesmas micropartículas "à solta" no ambiente. Foi afirmado que o progresso da ciência passa pela inovação e a incorporação das novas tecnologias, mas que esse progresso terá de ter em conta a preservação do meio ambiente. De seguida procedeu-se à proclamação do Professor Carlos Robalo Cordeiro como Personalidade do Ano de 2012 da Fundação Portuguesa do Pulmão e à designação do Dr. António Arnaut e da Professora Helena Freitas como Membros de Honra, tendo sido lidas as razões de tais escolhas, já referidas na nota publicada anteriormente.
O Professor Carlos Robalo Cordeiro agradeceu a atribuição do galardão e salientou que entendia que essa atribuição traduzia também o bom entendimento entre a Fundação e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, na defesa do objectivo comum de promoção da saúde respiratória. Agradeceu a colaboração dos restantes membros da Direção da SPP e realçou o apoio, que considera como fundamenta, da sua família, particularmente da esposa e filhas. Deixou também uma palavra de homenagem a seu pai, Professor António José Robalo Cordeiro, figura impar da Pneumologia Portuguesa, que teve um papel fulcral na sua formação e desenvolvimento como homem e pneumologista.
Workshop
Para além dos principais peritos nacionais relacionados com a problemática e de antigos governantes na área da saúde, como a Sr.ª Dr.ª Maria Belém Roseira (Ministra da Saúde) e o Dr. Manuel Pizarro (Secretário de Estado da Saúde), estiveram presentes, como convidadas, as seguintes organizações: Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS.EPE) Associação Respira, Associação Portuguesa de Cuidados de Saúde ao Domicílio (APCSD), Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP). A Fundação Portuguesa do Pulmão esteve representada pelo seu presidente, Dr. Teles de Araújo e pelo Dr. Jaime Pina O Workshop, que de decorreu sobre a presidência do Sr. Prof. Doutor L. Valadares Tavares, permitiu uma ampla discussão acerca dos principais problemas ligados aos cuidados respiratórios domiciliários, possibilitando contributos para a melhoria do documento em análise "Boas Práticas em Contratação Tecnológica de Cuidados respiratórios Domiciliários". A Fundação Portuguesa do Pulmão defendeu a posição que, sob o ponto de vista administrativo, a contratação dos CRD deveria evoluir, do actual sistema de Contratos Públicos de Aprovisionamento, para um sistema de convenções, de acordo com o DL 97/98.
Sessão antitabágica Semide
Dado o interesse que suscitou esta acção, a Delegação de Coimbra da FPP foi convidada para realizar uma outra sessão neste polo da Cearte, dirigido a outro grupo de jovens.
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PARCERIAS
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